Impropérios do eu

A nuvem voa rápida demais
Os ventos uivam sem parar
O tempo passa pela minha janela
E eu em meus devaneios não o vejo
Mas sinto a força do ar

Que violentamente bate em meu peito
Abrindo um buraco invisível
Rumo às fendas do meu coração
Deixando-me como eleito

Por poder apreciar o que frente a mim está
Pena eu não poder ir além
O passado debilita-me o andar
E quando penso que fiz grande feito
Descubro que o que fiz nem à mediocridade chegou

Por isso, por que acreditar?
Por que esperar mais de mim?
O passado se foi, o presente não ganhei
E o futuro jamais conhecerei
Porque tu te encontras longe de mim!
E por esse motivo finito me tornaste

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24/06/2008

Publicado em:  on Junho 27, 2008 at 12:48 am Comentários (4)

Declaração de amor

Nascer, crescer, morrer.
Não são apenas essas fases da vida, existem outras, claro. Existe o gostar, o beijo, o amor, o sexo.

É tão bom poder acordar, olhar ao lado, ver teus olhos, teu sorriso se abrir feito asas de borboleta, ver tuas pestanas mexerem, tuas sombracelhas franzirem. O teu despertar é como o nascer do sol, maravilhoso.
É uma sensação sumamente gostosa saber que você me ama.
Fico nas nuvens ao olhar os teus olhos e sentir o afago, o amor, você simplesmente reluz tudo o que quero.
Vê-la assim faz com que minhas batidas trabalhem descompasadas, meus olhos marejam ao ver a perfeição da tua face.
Quando sinto teu abraço, fecho os olhos e sinto a força do teu eu em mim, sinto a ternura dos teus braços acariciando-me em seus abraços.
Eu só quero amar você, beijar você, estar com você, ser um com você.
Não logro maneiras para saber o porquê me apaixonei, apenas sei que a amo e isso basta.
Basta saber saber que você está ao meu lado, basta saber que me ama, que eu sou teu, não preciso de mais nada.
Amar você me completa, supre o meu vazio, preenche todos os espaços que havia em mim.

Publicado em:  on Junho 15, 2008 at 11:56 pm Comentários (1)

Nascer para morrer

Nascer, crescer, morrer.
Engraçado como consigo com apenas três palavras expor a vida.

Sem escolha alguma, por sorte ou azar de nossos pais viemos a nascer, com uma froça brutal somos expelidos do ventre ao mundo, onde com toda a certeza nenhum ser com juízo perfeito quereria estar.

Sem opções crescemos e, esse crescimento vem acompanhado de todas as mazelas que no mundo há, passamos a compartilhar tudo o que de ruim existe e, o que de puro e bom tínhamos, como o tempo, foi-se e jamais voltará.

Envelhecemos, do que nos aparareceu pegamos, usamos e desperdiçamos, já não há mais o que se fazer, nossos ossos já não nos sustentam mais. Com isso vem a notícia veiculada pela sociedade que já é hora de ir, morrer, partir.
Triste fim, chegamos à reta final, não há nada mais adiante e nem nas laterais; atrás voltar não podemos mais, pois como a inocência, a vida irá embora para sempre levando consigo o nosso eu, nossas lembraças, desejos, sonhos… partiremos para não mais voltar.

Publicado em:  on Junho 5, 2008 at 2:48 am Comentários (2)

Figurinha Repetida

Me olho no espelho e não sei quem sou
Não me reconheço mais
Eu, já nao sou mais eu
Um estranho? Sim.
Um estranho eu sou
A sanidade de mim já se foi
Minhas atitudes insanas
Exprimem o meu novo eu
Violento, bruto
O sentimento apaziguador
Em mim, já não há

Insignificante a mim,
sempre foste, e
desprezo de mim
sempre receberás

Teus olhos me dizem
O quão arrependida estás
Sei que tu, te lamureias
Te esparramas em prantos
Mas tenho algo a dizer-te
Figurinha repetida: jamais

Quero que saibas que te odeio, sim a odeio
Com todas as forças que em mim há
Desprezível pedaço de couro
Não tornes a voltar

Publicado em:  on Maio 12, 2008 at 4:43 am Comentários (2)