A nuvem voa rápida demais
Os ventos uivam sem parar
O tempo passa pela minha janela
E eu em meus devaneios não o vejo
Mas sinto a força do ar
Que violentamente bate em meu peito
Abrindo um buraco invisível
Rumo às fendas do meu coração
Deixando-me como eleito
Por poder apreciar o que frente a mim está
Pena eu não poder ir além
O passado debilita-me o andar
E quando penso que fiz grande feito
Descubro que o que fiz nem à mediocridade chegou
Por isso, por que acreditar?
Por que esperar mais de mim?
O passado se foi, o presente não ganhei
E o futuro jamais conhecerei
Porque tu te encontras longe de mim!
E por esse motivo finito me tornaste
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24/06/2008
Belo poema!
Poxa, adorei o poema, vocês escrevem com uma sintonia incrível.
Parabéns, adorei!
Também gostei do poema!
Gosto muito de Mario Quintana, quintanares e outros que lhe caem bem.
Gosto do jeito com que você escreve, me lembra Rimbaud!
Você se desnuda através das palavras, e mostra um jovem intenso, visceral e em busca de “oxigênio”. Com sinais de pessimismo… Natural, pra quem enxerga e sente de mais… Este é o preço! Mas antes viver e sentir assim do que viver de olhos fechados.