Impropérios do eu

A nuvem voa rápida demais
Os ventos uivam sem parar
O tempo passa pela minha janela
E eu em meus devaneios não o vejo
Mas sinto a força do ar

Que violentamente bate em meu peito
Abrindo um buraco invisível
Rumo às fendas do meu coração
Deixando-me como eleito

Por poder apreciar o que frente a mim está
Pena eu não poder ir além
O passado debilita-me o andar
E quando penso que fiz grande feito
Descubro que o que fiz nem à mediocridade chegou

Por isso, por que acreditar?
Por que esperar mais de mim?
O passado se foi, o presente não ganhei
E o futuro jamais conhecerei
Porque tu te encontras longe de mim!
E por esse motivo finito me tornaste

_____________

24/06/2008

Publicado em:  on Junho 27, 2008 at 12:48 am Comentários (4)

O URI para Trackback deste artigo é: http://reminiscenciando.wordpress.com/2008/06/27/improperios-do-eu/trackback/

Feed RSS dos comentários deste post

4 Comentários Leave a comment.

  1. Belo poema!

  2. Poxa, adorei o poema, vocês escrevem com uma sintonia incrível.
    Parabéns, adorei!

  3. Também gostei do poema!
    Gosto muito de Mario Quintana, quintanares e outros que lhe caem bem.

  4. Gosto do jeito com que você escreve, me lembra Rimbaud!
    Você se desnuda através das palavras, e mostra um jovem intenso, visceral e em busca de “oxigênio”. Com sinais de pessimismo… Natural, pra quem enxerga e sente de mais… Este é o preço! Mas antes viver e sentir assim do que viver de olhos fechados.


Leave a Comment